quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

GRANDE RECIFE: NOVOS METRÔS E VLT ESSA É A PROMESSA DA CBTU ATÉ O FIM DE JANEIRO


Publicado em 27/12/2012, Às 11:53


Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem
Fotos: Bobby Fabisak/JC Imagem

Novo Metro_Bob2

Em um mês, os passageiros da Região Metropolitana do Recife começarão a usufruir de um novo metrô. Pelo menos esses são os planos da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para o sistema metroviário que transporta quase 300 mil pessoas todos os dias. O fim de janeiro é a data que está sendo apontada para o início da operação do primeiro de 15 novos trens e de quatro dos sete Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) que estão sendo adquiridos pelo governo federal. Equipamentos esperados desde 2011.
Quando entrarem em operação, os novos trens e VLTs representarão um salto de qualidade no sistema. Além do avanço tecnológico que proporcionará conforto aos passageiros, o metrô do Recife passará a contar com mais composições e, consequentemente, com intervalos menores e viagens mais rápidas. Inicialmente, apenas na Linha Sul, que, por falta de trens, tem uma demanda reprimida de 150 mil passageiros. Em resumo, deverá minimizar uma das principais reclamações dos usuários do sistema: a superlotação dos trens, consequência da pouca oferta de composições.
VLTs também entraão em operação. Foto: George Salles
VLTs também entraão em operação. Foto: George Salles

Um primeiro trem entrará em operação no fim de janeiro, outros quatro até o meio do semestre e os dez restantes até, no máximo, o início de 2013. Promessa do Metrorec. “Estamos trabalhando para isso. A previsão para o início da operação já foi março, depois antecipamos para fevereiro e, agora, contamos para o fim de janeiro. Queremos dar esse presente aos nossos usuários, que terão oportunidade de andar num equipamento de primeiro mundo”, estima o atual superintendente do metrô do Recife, José Marques de Lima.
O otimismo do superintendente se estende ao início do funcionamento dos VLTs, que há quase um ano chegaram ao Recife, mas desde então ficam apenas em fase de teste. O principal problema para a operação comercial de fato (quando passageiros pagam e são transportados no equipamento) é a duplicação e adequação da chamada via permanente, ou seja, os 18 quilômetros onde o trem circula, no caso entre as Estações Cajueiro Seco (Jaboatão dos Guararapes) e Cabo de Santo Agostinho.
“Os sete VLTs já estão no Recife, sendo testados. Iniciamos uma operação branca (quando passageiros são levados, mas sem pagar) nos sábados e, recentemente, nas quartas-feiras. Em paralelo estamos preparando a linha para garantir uma melhor operação dos VLTs. As pessoas não sabem, mas são investimentos nunca feitos em 29 anos de operação do metrô do Recife. Representam R$ 320 milhões em recursos (R$ 200 milhões na compra dos 15 novos trens, R$ 80 milhões dos sete VLTs e R$ 32 milhões para duplicação da via entre Jaboatão e o Cabo)”, lembra José Marques de Lima.


COBRANÇA POR MAIS INVESTIMENTOS
Muitas das estações da Linha Centro do metrô estão degradadas, principalmente por fora. Fotos: Bernardo Soares/JC Imagem
Muitas das estações da Linha Centro do metrô estão degradadas, principalmente por fora. Fotos: Bernardo Soares/JC Imagem

O otimismo do superintendente do metrô do Recife não é compartilhado por muitos funcionários e, principalmente, pelo Sindmetro, o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco. Eles comemoram a compra e a chegada dos novos trens e VLTs, reconhecendo ser um avanço na história do sistema, mas lembram que o metrô precisa de mais investimentos. É como se, dessa forma, a CBTU estivesse cuidando apenas da carcaça, deixando-a oca por dentro. Saindo do aspecto técnico, muitas estações do sistema (especialmente da Linha Centro) estão degradadas por fora, constrangendo os usuários.
A principal preocupação é com relação ao déficit de funcionários e de peças de manutenção e reposição dos trens, tendo como consequência o sucateamento da atual frota. “Não adianta ter trens se não tiver funcionários para operar. Temos um déficit superior a 600 funcionários. Soubemos que a CBTU pediu a contratação de 670 funcionários, mas só foi autorizado concurso público para 201 novos servidores. E, mesmo assim, o concurso que deveria ter saído em 2012 não aconteceu e está sem data para ser aberto”, revelou o presidente do Sindmetro, <MC0>Lenival José de Oliveira.
Estação metrô2_BS_cortada

Diogo Morais, diretor de comunicação e imprensa do Sindmetro, lembra que o maior reflexo da falta de investimento no sistema é verificado na Linha Sul, embora seja o ramal mais novo e, por enquanto, melhor organizado.  A falta de pessoal, peças de reposição, ferramentas e sucateamento da frota atual tem impedido que a Linha Sul tenha as condições necessárias para suportar o aumento do número de usuários a serem transportados. É tanto que dois novos terminais integrados com ônibus estão prontos e fechados. A ampliação do número de usuários que hoje é de aproximadamente 300 mil pessoas por dia, saltará para mais de 400 mil passageiros, pondo o serviço prestado pelo metrô em xeque. O sindicato alerta a sociedade e questiona o governo federal, temendo um apagão no sistema metroviário do Estado.”
Confira as imagens do novo metrô por dentro e um vídeo com o gerente regional de manutenção do metrô do Recife, Bartolomeu Carvalho:

(Imagens: Bobby Fabisak)

(Imagens: Roberta Soares)

Postado por Roberta Soares

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

GRANDE RECIFE: TI RECIFE JÁ É UM CAOS E VEM AI CAJUEIRO SECO NA SEGUNDA SEMANA DE JANEIRO




A atual operação do Terminal Integrado do Recife, interligado com a estação central do metrô, no bairro de São José, é um alerta para o poder público. Ele reflete diretamente o crescimento da demanda de passageiros da Linha Sul. O TI funciona como uma espécie de termômetro. Está lotado e não é de hoje. Segundo os passageiros, o serviço já não dá conta da quantidade de usuários desde que o ramal do metrô começou a receber mais passageiros.
O TI, que transporta 35 mil pessoas por dia, é pequeno e tem pouca oferta de linhas. Na manhã da última terça-feira, um ‘mar’ de gente se espremia no pequeno espaço à espera dos coletivos que operam as três linhas do terminal. Os coletivos, especialmente os que rodam nas linhas Circular Prefeitura e Circular Príncipe, saiam minuto após minuto completamente abarrotados. Mesmo às 9h, horário considerado fora pico. “Ganhamos tempo usando o metrô, mas perdemos nesse terminal. Dia de sábado é ainda pior”, reclama a usuária Ana Paula Borges.
Atento ao problema e prevendo o que vem por aí com o início da operação dos três terminais integrados à Linha Sul, o Grande Recife Consórcio de Transporte irá ampliar o serviço. Nova área de desembarque será criada para evitar que os ônibus percam tempo com manobras, o número de coletivos aumentará e uma das linhas, a Circular Prefeitura, terá o itinerário desmembrado.
Fotos Priscilla Buhr/JC Imagem
MAIS DEMANDA DE PASSAGEIROS
A Linha Sul do metrô terá um terceiro gerador de demanda de passageiros para se preocupar – o ramal de VLT que o governo do Estado pretende construir para acessar o Complexo Portuário Industrial de Suape. Ele terá dez quilômetros e a missão de pelo menos reduzir a invasão dos ônibus fretados para o complexo. Atualmente, por causa da fraca oferta de transporte público, 1.020 veículos entram diariamente no porto, contratados pelas empresas para transportar os funcionários.
O novo ramal, entretanto, dependerá diretamente do bom desempenho da Linha Sul e do VLT que irá operar na Linha Diesel porque serão essas composições que levarão o passageiro até a entrada do sistema para Suape, na altura da Estação Cidade Garapu, no Cabo. Ponderado, o diretor de planejamento do complexo, Jaime Alheiros, prefere não duvidar da capacidade operacional da CBTU. “O cenário que temos recebido dos técnicos é positivo e não temos porque duvidar. Eles garantem que vão suportar e nós confiamos”, afirma.
Por garantia, o projeto das estações do futuro ramal prevê espaço para receber outros tipos de modais de transporte, como ônibus e automóveis. Também será implantada uma rede integrada de ônibus que levará os passageiros das três estações previstas no ramal para as diferentes áreas do complexo. O trecho deve começar a ser construído até o fim do ano e está orçado em R$ 47 milhões. Outros R$ 55 milhões serão gastos na compra de seis VLTs.

Postado por Roberta Soares

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

GRANDE RECIFE - UMA BAIRRO A SER RECONSTRUÍDO E FICARÁ LINDO.


Por um Bairro do Recife mais humanizado
Publicado em 21/12/2012.



Avenida Rio Branco

Este post é para servir de reflexão e inspiração. Muita gente vai dizer que é utopia, que é uma cidade imaginável, quase impossível. Mas não é. Com base em mais um trabalho da equipe do arquiteto e urbanista César Barros, é proposta a construção de um Bairro do Recife mais acessível, aprazível e humanizado. Um novo Bairro do Recife. No lugar de um grande estacionamento de carros a céu aberto – o que, de fato, o local virou -, a ideia é transformá-lo, de verdade, numa ilha de mobilidade e de interação entre as pessoas. Um lugar onde o carro deixe de ser protagonista. Vire coadjuvante. Leia o texto, veja as imagens e imagine como seria bom…

BAIRRO DO RECIFE: MOBILIDADE E HUMANIZAÇÃO

Por César Barros (arquiteto e urbanista)

O Bairro do Recife vem acumulando perdas na qualidade da sua ambiência urbana nas últimas decadas, fruto da hegemonia dos automóveis individuais. Com a predominância dos carros por todo o território que compreende a “ilha”, o espaço urbano foi se desumanizando com as nossas vias perdendo a dinâmica social gerada pela circulação e encontro das pessoas.


Cais do Apolo

Procuramos mostrar uma alternativa de organização e otimização do trânsito e transporte, através da restrição do tráfego de ônibus, a limitação de circulação de carros particulares, a implantação de ciclovias e ciclofaixas em vias estratégicas, bem como uma nova forma de ocupação da frente dágua. Com a priorização para os modais não motorizados e a implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), aproveitando os trilhos existentes que cruzam o marco zero da nossa cidade. Uma forma de resgatar a convivência urbana estabelecendo maior segurança e conforto.

A Avenida Rio Branco no Bairro do Recife, assim como a maioria das ruas da “ilha” são superdimensionadas e apenas servem como dormitórios de carros em plena luz do dia ou se justificam como binário para viabilizar maior acúmulo de veículos em horários de pico. Isto compromete a qualidade da ambiência urbana e inviabiliza a democratização do espaço público. Todas as vias secundárias poderiam ter apenas 6 metros de largura, com a ampliação das calçadas, o que possibilitaria a circulação de todos os meios de deslocamento.


Marco Zero

Essas vias poderiam ser bidirecionais, pois aumentariam as alternativas de percurso, diminuindo a circulação de veículos e consequente poluição, evitando que o ciclista estivesse sempre na contramão, situação frequente nos binários. Por fim seria possível o incremento da arborização, a implantação de vagas especiais (táxis, idosos, carga e descarga, entre outros), bem como a instalação de bicicletários e plataformas de convivência. Outras vias como a Dona Maria César poderiam ser pedestrianizadas, com os carros se movimentando lentamente, gerando maior conforto e segurança às pessoas que circulam entre os edifícios do entorno.

As frentes dágua devem ter outro tratamento, resgatando a relação perdida ao longo do tempo. Com a proibição do tráfego de veículos motorizados na Avenida Alfredo Lisboa e a implantação de um VLT permitiria que as pessoas tivessem outra relação de usufruto da paisagem que hoje é disputada com a velocidade dos carros em risco constante de atropelamento. O cais sofreria uma amplitude dos seus espaços públicos permitindo que a população desfrute das perspectivas generosas geradas pela paisagem local, conveniente aos novos quipamentos que serão mplantados.


Marco Zero

Complementando um parque urbano circulando toda a borda da Ilha teríamos a margem do Capibaribe a implantação de uma “ciclofresca” permitindo apenas os modais não motorizados (skate, patins, bicicleta, e o pedestre caminhando ou correndo) numa via extremamente arborizada, plantando novas árvores e ou
incrementando a vegetação existente. É preciso também reorganizar as linhas de ônibus, superpostas ao extremo, um dos grandes responsáveis pelo caos no tráfego.

O planejamento atual faz com que algumas vias estejam sobrecarregadas em detrimento de outras subutilizadas. É importante replanejar o sistema viário do Bairro do Recife, reordenando as linhas de ônibus, hierarquizando as vias e implantando ciclovias sombreadas em alamedas estratégicas.


Cais da Alfândega

A proposta visa restringir o tráfego de ônibus à Av. Cais do Apolo, que possui uma calha com dimensionamento que suporta este acúmulo. Por sua vez, os deslocamentos seriam feito a pé, o que não passa de 200 metros nos pontos mais extremos da Ilha, no sentido transversal. Dessa forma poderemos fazer fluir o
trânsito, priorizando o pedestre, onde os percursos a pé seriam a principal forma de deslocamento, possibilitando uma maior integração dos modais, com uma
ambiência urbana mais qualificada.

O incentivo à diversidade de usos e atividades se daria por meio de incentivos fiscais à moradia, semelhantes aos praticados hoje para o Porto Digital. Aplicados os instrumentos como IPTU progressivo entre outros, poderíamos ter de volta a dinâmica durante o dia e a noite, sem ter que o poder público apelar para política
de “pão e circo” que tem predominado nas administrações públicas nas duas últimas décadas.



Os projetos, ações e perspectivas da gestão pública ainda continuam tratando o carro como protagonista. Cidadãos, técnicos, especialistas, políticos, gestores públicos, entusiastas, e afins, chegamos num ponto onde todos precisam admitir que erramos. Seja por crenças equivocadas, desconhecimento e ou limitações circunstanciais, erramos. Precisamos daqui pra frente, mudar a lógica e os critérios, planejando a cidade para ser usufruída pelo cidadão com a qualidade urbana merecida, com alternativas simples e de baixo custo. Basta um olhar diferenciado, para soluções simples e factíveis, que talvez nosso orgulho ou cegueira, nos faça parecer tão distante.


Marco Zero


Marco Zero

http://jconlineblogs.ne10.uol.com.br...is-humanizado/
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2013! Alegria

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Infelizmente, o meio a promover essa transformação seria o transporte público, o qual nossos corredores BRT são apenas simples adaptações das vias locais e o sistema ferroviário demora de 15 a 20 pra sair da prancheta!!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

GRANDE RECIFE:AS MUDANÇAS NA AGAMENON MAGALHÃES...



A Avenida Agamenon Magalhães terá pela frente um dos seus maiores desafios desde que foi inaugurada, em 1975. A primeira perimetral do Recife integrará o Corredor Norte/Sul, com faixa exclusiva de ônibus, nos moldes do sistema BRT (Bus Rapid Transit ou Transporte Rápido por Ônibus). As intervenções previstas propõem garantir mais velocidade ao transporte individual, com eliminação de semáforos em quatro cruzamentos, a partir da construção dos viadutos projetados para a via. Dentro desse contexto, há pelo menos dois aspectos que precisam ser observados: o crescimento da frota, que recebe uma média de 3,5 mil novos carros por mês, somente na capital, e a qualidade do transporte público para atrair o usuário do carro.
Um transporte público de qualidade é condição fundamental para que a cidade não entre em colapso até 2020, quando deverá ter um milhão de carros. O BRT é sucesso em várias metrópoles, como Bogotá e Cidade do México. No Recife, ainda não há estimativa de quanto ele será capaz de transferir, para o sistema coletivo, o usuário que hoje opta pelo transporte individual. Mais do que isso, a gestão dos novos ônibus articulados terá o desafio de manter no sistema os usuários que hoje dependem do transporte público e só aguardam oportunidade financeira de sair para um veículo próprio.
Segundo o secretário de Mobilidade da Secretaria das Cidades, Flávio Figueiredo, a demanda estimada para o Norte/Sul é de 328 mil passageiros por dia. Na Agamenon, passam por dia cerca de 100 mil carros, a maioria transportando apenas uma pessoa. Imagine a redução no número de veículos se parte desse público migrasse para o transporte público. “O corredor não atende a demanda de deslocamento de todo esse público que usa carro. Mas quem sai de Igarassu, Paulista ou Olinda, por exemplo, para o polo médico do Recife, na Ilha do Leite, é perfeitamente atendido”, explicou o engenheiro especialista em mobilidade, Germano Travassos.
Tornar o transporte público mais atraente do que o carro é o desafio. O técnico em eletrônica João Dourado dos Santos, 46 anos, conta que normalmente viaja sentado nos degraus do ônibus por falta de espaço. Ele chega a gastar mais de duas horas de Igarassu, limite Norte do corredor, ao Recife. “Se houvesse condições de ter um carro, eu deixaria o ônibus”.
Os argumentos do transporte individual são fortes: liberdade de ir e vir, conforto e total autonomia. “Não é fácil levar o usuário do carro para o transporte público. O ônibus precisa ser rápido, confortável e atender às necessidades de deslocamentos. Além disso, devem haver restrições ao transporte individual. Enquanto o carro valer a pena, o motorista não fará a migração”, apontou Travassos.
Com o aumento da velocidade na Agamenon, a estimativa do governo é que o número de automóveis na via passe de 3,3 mil para 4,2 mil por hora. A velocidade média atual no sentido Olinda/Boa Viagem, hoje de 20,9 km/h, passará a 30,3 km/h. No trecho mais crítico, na altura da Rua Paissandu, a velocidade em horário de pico, que é de 5 km/h, alcançará 18km/h.
O que muda no trânsito
José viaja nos degraus do ônibus devido à lotação
O tempo de viagem no trecho de 37 quilômetros do Corredor Norte/Sul, de Igarassu (Litoral Norte) até os dois ramais do Recife – estação do metrô Joana Bezerra e a estação central do metrô – deverá ter uma redução de cerca de 30 minutos, segundo estimativa da Secretaria das Cidades. As maiores mudanças serão sentidas no trecho da Avenida Agamenon Magalhães. Segundo o secretário executivo de mobilidade, Flávio Figueiredo, a PE-15, responsável pelo maior trecho do corredor, já dispunha de uma faixa central exclusiva para o ônibus. Mesmo assim, a velocidade poderá ser observada também por causa das estações de embarque, que terão pagamento antecipado e passagem em nível. Também na PE-15, haverá o fechamento de três dos quatro retornos existentes.
“O usuário do carro terá que fazer uma volta maior para fazer o retorno. A gente sabe que haverá crítica nesse sentido, mas o objetivo é garantir velocidade para o transporte público”, ressaltou. No trecho da BR-101 – entre os municípios de Igarassu e Abreu e Lima – também serão reduzidos os retornos. Atualmente há um retorno a cada 400 metros. O intervalo será ampliado para cada 2 quilômetros. “Essas intervenções irão permitir mais segurança e velocidade para o Corredor Norte-Sul”, apontou Flávio Figueiredo.
Na Agamenon, onde nos horários de pico o motorista gasta cerca de 45 minutos entre Tacaruna e a estação Joana Bezerra, o trecho será percorrido em 20 minutos. Segundo o secretário-executivo, na área mais crítica, entre o Derby e o Parque Amorim, são realizadas 7,7 mil viagens de ônibus por dia. Com o corredor a expectativa é de reduzir o número de viagens para seis mil por dia. Menos veículos, mas mais rápidos e eficientes.
A avenida que liga extremos
Bogotá já utiliza o transporte rápido por ônibus (TANIA PASSOS/DP/D.A PRESS) 
Bogotá já utiliza o transporte rápido por ônibus
Bogotá já utiliza o transporte rápido por ônibus
São sete mil metros dentro de um corredor de 37 km. Sem dúvida, o trecho mais polêmico e que exige maior atenção. A Agamenon Magalhães é uma perimetral estratégica por ligar o Recife de Norte a Sul e de Leste a Oeste. A avenida também serve de passagem para os municípios vizinhos e comporta uma frota maior do que muitas cidades pernambucanas. O governo escolheu implantar o sistema BRT entre outros dois tipos de modais: o Veículo Leve sobre Trilho (VLT) e o Monotrilho. Um dos argumentos foi de que o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) previa para a malha viária da Região Metropolitana corredores exclusivos de ônibus.
O BRT não chega a superar o metrô, mas tem vantagens. Segundo os especialistas, com as características que o diferenciam do modelo convencional do transporte por ônibus, o sistema pode transportar de 30 mil a 35 mil passageiros por hora. É o que ocorre, por exemplo, com o Transmilênio de Bogotá, Colômbia. Na defesa do modelo, o urbanista paranaense Jaime Lerner, que chegou a desenhar o projeto do Norte/Sul, disse: “O BRT pode ser implantado em dois anos e se paga sem precisar de subsídios necessários para construir o metrê”.
O corredor Norte/Sul terá dois ramais ao chegar no Recife. O primeiro passará pela Agamenon e se integrará à estação de metrô Joana Bezerra. O segundo passará pela Avenida Cruz Cabugá e se misturará ao tráfego misto até chegar à estação central do metrô. quando o usuário terá a opção de seguir viagem no metrô ou, se preferir, pegar uma embarcação em direção à Zona Oeste. O projeto de navegabilidade foi incluído no PAC Mobilidade, mas falta o governo definir a forma de financiamento. “Já estamos fazendo o estudo de impacto para não perdermos tempo”, revelou Flávio Figueiredo, secretário executivo de mobilidade.
O ônibus
160 pessoas é a capacidade prevista do ônibus articulado no sistema BRT
3 minutos é o intervalo de tempo de espera dos ônibus nas estações
Características do sistema BRT (Bus Rapid Transit)
Fonte: Diario de Pernambuco

GRANDE RECIFE: AV CONDE DA BOA VISTA O QUE MUDA ATÉ A COPA 2014.


Avenida muda para a Copa
CONDE DA BOA VISTA Um dos principais corredores viários da capital passará por novas intervenções para o Mundial da Fifa de 2014
Polêmica desde sua requalificação para receber o corredor de transporte Leste-Oeste, em março de 2008, a Avenida Conde da Boa Vista, principal via em volume de coletivos do Recife, vai voltar a ser palco de novas intervenções e, consequentemente, fortes embates. Para se adaptar ao projeto do Corredor Leste-Oeste desenvolvido pelo governo do Estado para a Copa do Mundo de 2014, a via vai receber três novas paradas de veículos BRT (Bus Rapid Transit), também chamado pelo governo de TRO (Transporte Rápido por Ônibus).
Inicialmente, a ideia do Grande Recife Consórcio de Transportes é construir novas estações de embarque e desembarque para o BRT na Avenida Conde da Boa Vista. Seriam três unidades, instaladas entre as paradas de ônibus convencionais, existentes na via. Essas estações seguiriam a concepção do restante do Corredor Leste-Oeste, que pelo projeto do governo do Estado, já em execução, se prolonga pelo Derby, Avenida Caxangá, chegando ao terminal integrado de Timbi, no município de Camaragibe, no Grande Recife. Nesse trecho, são 12,5 quilômetros. Incluindo a Conde da Boa Vista, passaria a ter um pouco mais de 14 quilômetros de extensão.
As futuras paradas terão os princípios básicos do BRT: serão estações fechadas e climatizadas, com pagamento antecipado da tarifa e embarque em nível, ou seja, na mesma altura dos coletivos. A diferença é que elas ficarão do lado esquerdo do veículo, embora permaneçam no centro da via, como são as convencionais. Isso porque, originalmente, os BRTs possuem portas do lado esquerdo.
Segundo o presidente do Grande Recife Consórcio de Transporte, Nelson Menezes, a adequação da Avenida Conde da Boa Vista ao modelo do projeto em execução pelo Estado está sendo desenvolvida pela empresa Maia Melo, também responsável pela construção do corredor. “Por enquanto, é apenas um projeto conceitual. Estamos vendo as possibilidades. No primeiro desenho, serão paradas diferentes das existentes para os ônibus comuns. O projeto vai definir, exatamente, se há espaço para a construção delas. Acreditamos que seja uma intervenção fácil de ser executada”, explicou.
Nelson Menezes garantiu que o Corredor Leste-Oeste sempre foi pensado até a Avenida Guararapes. E que o projeto licitado pelo Estado não teve o trecho incluído desde o começo por causa de recursos. “Os BRTs entrarão e sairão do Centro pela Conde da Boa Vista. Irão até a Avenida Guararapes, retornando pela Avenida Dantas Barreto, Rua Nossa Senhora do Carmo e Rua Martins de Barros”, explicou.
MENOS LINHAS - Para receber o sistema de BRT, entretanto, a Conde da Boa Vista terá que sofrer uma redução no número de linhas e coletivos que hoje circulam por ela. São 664 ônibus, operando 91 linhas, que fazem ponto em 15 estações. De acordo com o Grande Recife Consórcio de Transporte, isso acontecerá naturalmente. “Essa redução é certa, não só por causa das linhas de BRT que vão operar no Corredor Leste-Oeste, mas também por causa dos terminais integrados que entrarão em operação nos próximos meses na Linha Sul do Metrô. No caso específico do Leste-Oeste, também serão erguidos dois TIs na III e IV perimetrais”, informou Nelson Menezes.
A Prefeitura do Recife, responsável pela transformação, em 2008, da Conde da Boa Vista no Leste-Oeste, não falou sobre as mudanças. Aparentemente, nem estaria sabendo delas. O presidente do Instituto Pelópidas Silveira, Milton Botler, responsável por planejar a mobilidade da cidade, informou apenas que está nas mãos do prefeito João da Costa uma pesquisa realizada com usuários da via que revela os principais problemas e as maiores vantagens do corredor. Essa pesquisa, inclusive, serviria para guiar a prefeitura no caso de novas alterações no corredor.
Repercussão
“A Avenida Conde da Boa Vista deveria receber apenas os veículos de BRT do Corredor Leste-Oeste. As linhas operadas por ônibus convencionais poderiam chegar até próximo da avenida, mas sem entrar nela. Retornariam por vias próximas, sem deixar de atender às pessoas que querem chegar ao Centro”, defende o doutor em transporteOswaldo Lima Neto.
“A Conde da Boa Vista terá que conviver com o BRT e os ônibus convencionais. Até porque, dos 12 principais corredores que temos, pelo menos dez têm linhas que se dirigem à Conde da Boa Vista. Agora, sem conhecer detalhes do projeto não posso dizer se será bom ou não. Digo que é possível”, opina o consultor em transportesGermano Travassos.
“O mais importante é não tirar da Conde da Boa Vista a característica de via prioritária ao transporte público. Se ela terá ou não estações de embarque para BRT separadas das usadas pelos ônibus convencionais, é algo que pode ser discutido e implantado”, recomenda César Cavalcanti, da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).
Fonte: Jornal do Commercio – Cidades. Fotos: JC Imagem

GRANDE RECIFE: CTTU LIVRE DESTA FUNCIONÁRIA PÚBLICA.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Pouca ou nenhuma saudade, assim é a visão da maioria da população em relação a atual presidente da CTTU, Maria de Pompéia.

Desde que que ela assumiu, pouca coisa foi feita pra melhorar de fato o trânsito na cidade do Recife, embora saibamos que o problema do trânsito hoje é uma epidemia nacional e até mundial, onde dezenas e centenas de carros entram nas ruas todos os dias nas principais metrópoles do Brasil, e aqui no Recife não foi diferente, hoje a região metropolitana do Recife está com cerca de 1 milhão de carros.

Já é sabido de todos nós que o problema só será solucionado com investimentos maciços em transporte público como por exemplo prioridades nos principais corredores da cidade, fato negativo da atual gestão que não construiu um sequer km de corredor nos últimos 04 anos.

Pelo contrário, os poucos corredores existentes são constantementes invadidos por carros sem nenhuma sequer fiscalização, outro ponto prometido e não cumprido, basta nos dirigirmos para o corredor da Av. Sul e veremos carros e mais carros na via destinada apenas aos ônibus.

E o que falar da faixa preferencial para ônibus da Av. Herculano Bandeira, onde a CTTU faz vista grossa quanto ao enfrentamento de priorizar o transporte naquela via.
Av. Dois Rios, Ibura
Má distribuição de agentes

Vias secundárias de bairros importantes da cidade como Nova Descoberta e Ibura não tiveram um olhar diferencial, onde engarrafamentos prejudicam e muito essas comunidades muito populosas sem nenhum agente de trânsito para fiscalizar o tráfego.

Um dos pontos importantes foi as mudanças no trânsito daAgamenon MagalhãesAv. Norte e recentemente no Binário de Casa Forte.

Enfrentamento, está é a palavra chave para quem quer resolver de fato o problema da mobilidade na região metropolitana do Recife, pois resolver de verdade o problema da mobilidade da cidade requer muita capacidade de enfrentar o transporte individual, resta saber se a próxima presidente terá essa capacidade, conhecimento a causa do transporte coletivo ela tem concerteza, ficamos na torcida.

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1 COMENTÁRIOS:

JAILSON SILVA disse...
quando essa mulher aparecia na tv pra falar eu juro que só vinha na mente incompetência era a palavra estampada nos creditos da reportagem,cara essa mulher e uma parede ,a diferença é que a parede servia pra segurar alguma estrutura e ela pra segurar os agentes perto da cede da cttu,lá por perto vc via muitos agentes com certeza.Vai tarde e se possível não trabalhe mas no poder publico nenhum da cidade ou ate do estado

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

GRANDE RECIFE: O NATAL CHEGOU COM MUITA ALEGRIA

QUINTA 20 DE DEZEMBRO DE 2012

Já está nas ruas um ônibus comemorativo para alegrar os seus usuários, um ônibus recheado com desejos de muita paz, amor, saúde e prosperidade. Assim é o Natalbus, um veículo que durante todo o mês de dezembro está circulando pelas ruas da Região Metropolitana do Recife. Decorado com os símbolos natalinos, ele chama a atenção por onde passa.

Idealizado pela Itamaracá Transportes, o Natalbus funciona de segunda a sexta-feira. Nos finais de semana ele realiza viagens solidárias transportando de graça passageiros de instituições não governamentais e também de entidades sociais.

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